Reflexões

Sugestão de leitura

A Luta - John White
Por: Felipe Eltermann

Em seu livro "A Luta", John White discorre sobre temas variados que recheiam o dia-a-dia da vida do cristão, incentivando a reflexão de como somos chamados sim para a paz da certeza da salvação, mas também para a luta que constitui o discipulado. Alguns capítulos são densos e profundos, fazendo o leitor pensar sinceramente na sua vida como um todo a partir da ótica cristã.

Sugestão de leitura bíblica

Este mês eu não trarei aqui uma sugestão de leitura sobre um livro, porque estou em um momento da caminhada que percebi que lia muito o que outras pessoas aprenderam com a Palavra, e aprendia bastante com isto, mas comecei a sentir falta de um contato mais intimo com a Palavra de Deus, algo transformador e não apenas um exercício intelectual. Bem neste momento caiu em minhas mãos este guia de meditação cristã!
Ele tem me ajudado muito a não apenas ler a bíblia, mas a orá-la e a deixa-la falar com o coração, através do Espiríto Santo.
Portanto minha dica é: Leia a bíblia, deixe-a falar contigo, deixe-a transforma-lo!

Orientações para a meditação diária

1. A preparação
1. Escolha um lugar onde possa estar sozinho, sem distrações, ou interrupções, um lugar que ajude no recolhimento.
2. Encontre uma posição do corpo, cômoda, mas alerta que ajude a meditar.
3. Busque o recolhimento, o silêncio exterior e interior.
4. Corpo relaxado e presente, mente apaziguada e alerta, espírito pronto e receptivo.
5. Experimente a quietude preparando-se para encontrar com o Pai, através da mediação do Filho e sob a direção do Espírito Santo.
6. Coloque-se na presença de Deus tomando consciência de sua presença amorosa. Presente silenciosamente diante da presença amorosa de Deus.

2. A meditação
1. Leitura atenta e vagarosa do texto bíblico sugerido, como quem saboreia cada palavra. Numa segunda leitura pare onde Deus mais lhe tocar o coração.
2. Não force, não produza um estudo bíblico, deixe acontecer. Fique com uma palavra ou duas, deixa que ela se mova e fale ao seu coração.
3. Considere o texto discernindo a presença do Senhor que se revela, que fala.
4. Escuta e ressonância: de acordo com os sentimentos experimentados ao ouvir esta palavra, abra seu coração para adorar, louvar, agradecer, confessar ou suplicar.
5. Contemple esta misteriosa presença a partir do texto no contexto de sua vida.
6. Chegando ao fim da meditação procure uma palavra, um gesto, um símbolo, uma atitude que possa fechar este encontro com Deus.

3. A formulação
1. Ao terminar a meditação, anote tudo no seu diário: o que foi importante enquanto estava meditando... Isto ajudará para que aos poucos você vá percebendo o que Deus quer falar.
2. Comece a escrever mesmo sem conhecer a seqüência da frase.
3. Permita-se intuir, sem o controle da mente racional, buscando imagens poéticas, metáforas, salmos pessoais e não orações estereotipadas ou pequenas estudos bíblicos.
4. Formule sua oração em resposta àquilo que Deus realizou em seu coração. Leve em consideração os afetos e sentimentos da alma que se apega amorosamente a Deus.
5. Algumas perguntas para ajudá-lo:

- Quais as palavras ou idéias que mais tocaram você?

- Quais os sentimentos mais fortes que você experimentou (alegria, tristeza, confiança, angustia, desânimo, encorajamento, paz...).

- Você percebeu contrastes entre momentos de desolação e consolação, inquietação e conforto?

- Você sentiu algum apelo específico de Deus na meditação. Qual?

- Você sentiu alguma dificuldade na meditação. Qual foi? (sono, resistência, medo, agitação). Você tentou perceber a causa?

- Você conseguiu conversar com sua alma? O que aconteceu dentro de você?

6. Seja sucinto, não menos que cinco e não mais que dez linhas.
7. Utilize um caderno resistente exclusivo para este fim. Ele será o seu diário de meditação e oração, com as datas e os textos bíblicos. Além das orações, você poderá no fim do dia registrar outras situações importantes vividas naquele dia.
8. O importante é perseverar, para que a meditação se torne uma disciplina espontânea: mesmo lugar, mesmo horário, mesmo tempo, mesma periodicidade. Sem pressa e sem culpa, isto é na graça de Deus.

Nota: não se trata de uma estrutura rígida, mas de uma disciplina pessoal e espontânea de oração e devoção. Caso falhe um dia, recomece sem culpa, o importante é não desistir.

Sugestão de leitura "O que Jesus espera de seus seguidores"

Lembro-me do primeiro pensamento que me veio à cabeça quando, numa manhã ensolarada de fevereiro, me dei conta de que a morte de Jesus tinha algo a ver comigo: “O que eu devo fazer agora?” As coisas foram seguindo o caminho que devem seguir quando damos conta deste grande amor, e de lá para cá muita coisa mudou. Mas quando no último natal ganhei de presente o livro “O que Jesus espera dos seus seguidores”, do John Piper, várias destas mudanças se tornaram mais claras para mim!

O que Jesus espera dos seus seguidores é um grande livro e um livro grande (429 páginas). Traz de forma muita clara e bíblica o que Jesus deixou ordenado àqueles que conhecem seu amor e graça e não podem mais viver como viviam antes. John Piper tirou uma licença de cinco meses do púlpito da sua igreja para pesquisar na bíblia (principalmente nos evangelhos) todas as ordenanças que haviam sido dadas por Jesus e separou aquelas que foram dadas ao mundo de maneira a cobrir o máximo possível do que ele deixou de ordens para nos.

Partindo da fala de Jesus “Foi-me dada toda autoridade nos céus e na terra”, ele fala sobre aspectos da vida cristã em esferas de grande importância: nosso relacionamento pessoal com Deus e com as pessoas, casamento, dinheiro, missão e outros.

É uma leitura intensa e edificante, que ajuda a compreender melhor os evangelhos e as falas de Jesus.

"O objetivo deste livro é obedecer a Jesus de forma que glorifique a Deus. Para essa finalidade, tento obedecer ao último mandamento de Jesus "... façam discipulos de todas as nações [...]ensinando-os a obedecer a tudo que eu lhes ordenei" (Mateus 28.19,20). O último mandamento de Jesus ordena que ensinemos todos os seus mandamentos" John Piper

Título: O que Jesus espera de seus seguidores - mandamentos de Jesus ao mundo
Autor: John Piper
Editora: Vida
Páginas:429

Sobre Deus e a sociologia

Mensagem de um veterano a um futuro calouro com dúvidas

Olá, Rafael.

Como havia lhe prometido, tentarei esboçar uma resposta sobre o assunto. De fato, complicado. Parece haver certas tendências acadêmicas a querer secularizar o mundo por completo e excluir a religião do foro intimo e tambem da vida pública. Garanto que as pessoas que fizeram tais declarações como esta que você me contou ("Não há como unir Deus e sociologia") no mínimo o falaram de forma imatura, despreparada.

As ciências sociais, e inclua-se aí a sociologia, e além dela, a ciência política e a antropologia, não possuem por si mesma critérios acerca de que tipo de pessoa deve exercê-la. E em se tratando de religião, acredito que isto se mostra de forma muito clara. Existe um estereótipo que costuma definir o cientista social como um irreligioso. Mas desde o meu ingresso neste campo eu já conheci cientistas sociais e futuros cientistas sociais católicos, protestantes, pentecostais, umbandistas, espíritas, do candomblé, budistas, agnósticos, ateus... Enfim, de diversos tipos de credo e que, apesar disto, sustentam suas crenças até hoje. E alguns deles, inclusive eu, seguiram, "ironicamente", no estudo da religião como objeto das ciencias sociais.

Ora, o que a sociologia buscará é justamente instrumentos pelos quais seja possível entender a dinâmica da sociedade, em suas diversas esferas. Por isso temos sociologia do trabalho, da cultura, da religião, rural, do conhecimento, da informação, da educação, etc... Ao ingressar na sociologia você vai lidar com diversos autores que vem diferentes formas de se analisar essa realidade e proporão, à partir de suas óticas, "soluções" para os problemas que encontram. Ou talvez só levantem problemas mesmo. Afinal, não é muito fácil encontrar respostas, né?

Agora, existe polêmica quanto à nossa religiosidade? Sim, de fato. Afinal, se há autores que propõem soluções, estas podem ser contra ou a favor dos princípios morais do cristianismo, ou então da idéia de que possa haver um Deus como o que cremos. Para estes momentos, vale reter aquilo que é bom e agir com o discernimento necessário para se realizar a leitura. Ou então rebater aquilo que for ruim. Afinal, se há algo intrinseco às ciências humanas é a polêmica e a crítica. E não é porque somos cristãos que estamos impedidos de utilizarmos os intrumentos sociológicos para rebater críticas de pessoas que venham se opor ao cristianismo.

Agora, entrando em um âmbito pessoal, acredito que minha fé se tornou mais consolidada depois que iniciei meu curso. Isso, é claro, dependeu de uma busca por Deus e por seus ensinamentos que não podia se interromper (e que devemos manter constantemente). Principalmente para que eu pudesse lidar com todas as idéias com as quais tive contato e poder realizar um balanço críticos delas, de forma a constituir uma visão legítima, científica, e que não despreza a fé.

Estou falando, então, de provar a existência de Deus pela sociologia? Ou de relacionar Deus à sociologia (ou à ciência)? Não. Afinal, não é necessário. Deus basta por si mesmo, e não precisa de provas. Acredito que o que cabe a nós, como cientistas socias cristãos, é contribuir para a compreensão de nossa realidade social. Se à partir disto percebemos Deus falando conosco, ótimo. É a soberania dEle manifesta aos nossos olhos. E se quiser, após, buscar as respostas de Deus para os problemas surgidos, não há problema. Afinal, será um exercício teológico. Por sinal, Teologia é que é, realmente, o estudo de Deus por excelência.

Aproveito para citar alguns nomes que sugiro que vc conheça. São de cristãos que estão ligados às ciências sociais no Brasil: Paul Freston, Robinson Cavalcanti, Ronaldo Lidório, Gedeon Alencar, Alexandre Brasil da Fonseca, Joanildo Burity. Entre outros. E lhe garanto que há mais uma infinidade.

E aproveito também para lhe mandar um resenha que escrevi no ano passado para uma disciplina que cursei com alunos de história, e que era sobre "História da Religião". O texto que escrevi é uma crítica à tese de um sociólogo que defende que a religião está fadada ao fim. Assim você terá mais ou menos uma idéia de como é possível lidar com esta questão no âmbito das ciências humanas.

Sei que escrevi muito, mas espero que você faça bom proveito. No que precisar, é só dar um grito. Até mais, fique com Deus, e boa sorte nessa caminhada pré-vestibular.

Um abraço.

Sydnei

Saindo do Saleiro

* Mensagem exposta no Treinamento em 12/04/08 *

Anseio
Pedro Ayres Magalhães

Anseio
Pela visão
final
da sociedade
Vagueio
Entre ilusões
seguras
Sobre a verdade

Confesso
a impressão
De pouca
sensibilidade
E peço,
Numa canção
um pouco de actualidade

Anseio
Pela visão
Total
Da nossa Idade
Levada
Entre versões
Contrárias
Da realidade

Confesso,
Que não perdi
Ainda
toda a vontade
De Ter
A fotografia
De Toda
A humanidade

Anseio
Uma razão
No meio
Da confusão
E espero
Vir conversar
contigo
Quando parar

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É ilusão, é ilusão, diz o Sábio. Tudo é ilusão. A gente gasta a vida trabalhando, se esforçando e afinal que vantagem leva em tudo isso? Pessoas nascem, pessoas morrem, mas o mundo continua sempre o mesmo. O sol continua a nascer, e a se pôr, e volta ao seu lugar para começar tudo outra vez. O vento sopra para o sul, depois para o norte, dá voltas e mais voltas e acaba no mesmo lugar. Todos os rios correm para o mar, porém o mar não fica cheio. A água volta para onde nascem os rios, e tudo começa outra vez. Todas as coisas levam a gente ao cansaço - um cansaço tão grande, que nem dá para contar. Os nossos olhos não se cansam de ver, nem os nossos ouvidos, de ouvir. O que aconteceu antes vai acontecer outra vez. O que foi feito antes será feito novamente. Não há nada de novo neste mundo. Será que existe alguma coisa de que a gente possa dizer: "Veja! Isto nunca aconteceu no mundo"? Não! Tudo já aconteceu antes, bem antes de nós nascermos. Ninguém lembra do que aconteceu no passado; quem vier depois das coisas que vão acontecer no futuro também não vai lembrar delas.

(Eclesiastes 1:2-11)

Quem pode descrever em poucas palavras como anda o mundo de hoje?

A gente consegue, por vezes, ouvir algum grito abafado de alguém por aí. Poetas, músicos, pensadores, nosso colega em seu estado sombrio e entediado, o outro se esquivando de todos os assuntos que o façam admitir sua futilidade. Talvez nós estejamos vivendo no século dos desistentes. A razão foi entronizada, adorada, mas já está velha, incapaz de atender às demandas do homem moderno. O respeito pela vida, aos frangalhos, só existe ainda talvez por um resto de consciência. Não é que a gente tenha desistido de procurar a verdade, mas é que a gente não precisa mais dela, tendo construído cada um a sua.

"Os tribalistas já não querem ter razão
Não querem ter certeza
Não querem ter juízo nem religião."

Mas de vez em quando aparece um perdido sincero confessando que o mundo está uma confusão. Hoje sai uma notícia dizendo que o café, em doses moderadas, pode fazer bem à saúde e prevenir câncer. Amanhã um médico diz o contrário. E os pobres mortais vão se sentindo cada vez mais sós, cada vez mais acuados, precisando de tantas barreiras para se sentirem seguros num mundo agressivo e confuso. Assim surge a geração dos eternos jovens. Incapazes de aceitar a idéia de se tornar mais maduro e sóbrio, prendem-se na energia como a saída para o contentamento.

A gente pode tentar, como disse Pedro Ayres Magalhães, tirar uma fotografia de toda a humanidade. Mas eu acho que a gente normalmente nem pensa nisso. Nós, que nos dizemos cristãos hoje, evitamos análises profundas do ambiente ao nosso redor, parece que temos medo de nos envolver com as pessoas que nos cercam. A gente prefere muito mais ficar entre os "irmãos", cantando músicas boas e fazendo um evento envagelístico de vez em quando. Nosso dia a dia fica sendo apenas o pré e o pós dos cultos de domingo, os grandes centros da vida "cristã" de hoje.

Hoje enfatizamos as palavras "separação" (santidade), retirando-as de seu contexto para justificar nosso distanciamento com o mundo. Nós (evangélicos) criamos nossa própria música, nossa literatura, e todo um universo "Gospel", retirando do mundo nossas grandes oportunidades de diálogo com a humanidade, fora da igreja. Será que isso tudo é para pregar o Evangelho? Ou será que recorremos à religiosidade porque, no fundo, também não nos sentimos seguros no mundo. Porque precisamos de uma identidade 'Gospel'? Porque precisamos nos identificar como sendo assembleianos, batistas, presbiterianos, católicos, protestantes, calvinistas, e assim por diante?

Recentemente passei caminhando pela praça da Sé, em São Paulo. Quando cruzei com pregador, olhei para o chão e me assustei ao ver que estava pisando numa área desenhada no chão, em vermelho. Parecia que eu tinha cometido um sacrilégio, porque dentro dela estava escrito, bem grande, "JESUS". O pregador que estava dentro nem deu muita bola, mas instintivamente eu pulei fora logo que percebi a gafe. Será que esse é o Jesus que conhecemos? Exclusivo dos templos e domingos, inacessível ao cidadão que não entende nada disso?

O Jesus que eu conheço soa mais como esse aqui:

"Jesus era um homem de pés sujos.

Ele passou a maior parte daqueles três anos
andando com as pessoas.

Seu convite era para que se transformassem
em seguidores chegados.

Em todos os lugares,
grandes multidões juntavam-se à sua volta
para ouvi-lo,
estar com ele,
ver qual seria seu próximo feito.

Jesus liderava seus doze seguidores mais próximos
e eles andavam juntos por estradas poeirentas.

Juntos iam a festas.
Juntos comiam refeições.
Juntos trabalhavam.

Jesus andou como um homem entre homens,
fazia amizade com políticos e marginalizados,
participava de festas com
pecadores e criminosos,
e abraçava como se fossem da família
pessoas que encontrava pelo caminho.

Jesus não ficava flutuando em nuvens imaculadas.
Jesus não era nenhum elitista distante.
Jesus não era nenhum eremita estranho.

Ele preferia o mundo da
poeira, e dos amigos, e dos apertos de mão.

Ele abraçou essa vida relacional sobre a terra
com mais paixão do que alguém jamais abraçou."

(Jesus de Pés Sujos, Don Everts)

Nosso chamado de seguir a Jesus não é pra ir na igreja cantar louvores, carregar uma bíblia e ouvir o sermão, mas de se relacionar com as pessoas ao nosso redor tornando-nos amigos daqueles que são rejeitados, dos que precisam de algo, e assim nos aproximarmos da humanidade em todas as esferas possíveis, como se fôssemos uma infecção saudável, uma doença que pentra até os ossos da sociedade, que desconserta com seu amor inexplicável.

E é por isso que a gente, do grupo da ABU, está aqui hoje. Pra desafiar e ser desafiado. Primeiramente, questionar nosso cristianismo muitas vezes alienado e distante do mundo. Posteriormente, entender melhor o que é Missão e quem é chamado para isso. No final da sua estadia na terra, Jesus deixou uma tal de Grande Comissão para todos os que o seguissem. Vamos continuar ouvindo a palavra aos fins de semana, ou vamos decidir vivê-la no nosso dia-a-dia? A Missão existe em todas as esferas humanas. Desde a África até o nosso vizinho, da favela ao subúrbio, da política ao esporte, das artes aos locais de trabalho. Nosso chamado engloba todo o mundo no qual estamos inseridos. Somos convocados à trabalhar em regime integral para a expansão do Reino de amor de Jesus.

A ABU surgiu desse conceito, com a idéia de fazer Missão no mundo dos estudantes, esse mundo doido que a gente conhece. E quem melhor do que os próprios estudantes, que compartilham os mesmos medos, preocupações, frustrações e estilos de vida, para ser luz nesse meio? Assim, procuramos sair do saleiro, e nos jogamos como sementes, dispostos a deixar que morramos e nos tornemos tempero para o mundo. Nossa pregação não é a dos estudos bíblicos, mas a do abraço quando nosso colega se sente mal, do conselho amigo, e da presença constante e marcante dentro da nossa Universidade ou escola. Que acima de tudo, tenhamos em nossos corações um forte e marcado desejo de ir ao mundo, estando seguros em Cristo. É a grande lição do Mestre, quando era capaz de ser tão divino, e ao mesmo tempo, tão humano.

Que sejamos amigos da poeira, amigos dos pecadores. Que nos conheçam por sermos os doidos cristãos na Universidade e nas escolas, que carregam sua fé junto com a mochila e as canecas, e que interagem com esse mundo inexplicável e inseguro, que trazem esperança para quem não sabe onde se agarrar nesse furacão de idéias e sentimentos. Mas para isso, precisamos de visão ampliada. Precisamos aprender a ler o mundo e o que ele grita. Precisamos parar de tapar nossos ouvidos quando alguém pede ajuda. Precisamos nos lembrar que Deus não habita em nossos templos humanos, que não cabe numa caixinha quando tentamos explicá-lo, que ele não é um Leão domesticado. Martinho Lutero escreveu certa vez:

"Nosso Senhor escreveu a promessa da ressurreição não somente em livros, mas em todas as folhas da primavera."

Vamos pedir então, que não somente tenhamos fôlego e coragem, mas que primeiro o Senhor nos renove a mente e o coração, e passemos a ser os discípulos de pés sujos seguindo pelo caminho, vivendo no Caminho e vivendo no mundo, nesse aparente paradoxo que marcou a vida de Jesus na Terra. E assim vamos descobrindo o que é ser humano em sua idéia original. Que nos arrependamos de tomar o caminho mais fácil, o caminho largo, de passar para o outro lado da estrada ao invés de ajudar o homem ferido. De definir procedimentos e programações evangelísticos para aliviar nossa consciência quando na verdade vivemos a vida para nós mesmos, da maneira mais cômoda.

Assim, está lançado esse desafio, de viver e pregar a Graça, a Boa Nova, aos nossos colegas estudantes.

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Breve palavra sobre a crítica da fé

Ah!

Não me venham com esta história de mundo sem fé!

É a mania da "ciência apostólica" de atribuir os males do mundo à fé. De dizerem, "viu? Se não tivesse isso não ia ter inquisição, terrorismo, talebã" e blá, blá, blá...

Quem você conhece?

Disponibilizamos aqui um texto produzido pela "The Jump Produções" e assinado pela "ABU Campinas" sobre a utilização do "Orkut". Também há um formato de cartaz para auxiliar a divulgação...

Os arquivos estão em formato PDF.. Qualquer dúvida, mande um e-mail para franzec05 @ gmail . com (sem os espaços).

Franz Glauber Vanderlinde

Texto Sobre Orkut - The Jump Produções

Conteúdo sindicalizado